Servidor é exonerado após ataque sexual contra deputada Janaína Riva em Mato Grosso
Por Mônica Thais
Servidor da CODER é afastado após divulgar áudio de teor sexual contra a parlamentar; caso é investigado pela Polícia Civil e Ministério Público como importunação sexual, injúria e violência política de gênero.

A Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER) confirmou a exoneração imediata do servidor comissionado Deliandsom Milton da Silva, de 41 anos, após denúncia formal apresentada pela deputada estadual Janaína Riva (MDB). O servidor é apontado como autor de um áudio de teor sexual e injurioso disseminado em grupos de WhatsApp, configurando crimes de importunação sexual, injúria e violência política de gênero.
A CODER, em nota oficial, destacou que agiu com rapidez e firmeza diante do caso, afirmando que a conduta do então servidor “contraria os princípios da Administração Pública”. O ato de exoneração será publicado no Diário Oficial do Município e representa, segundo a companhia, um posicionamento claro de repúdio à misoginia e à violência contra a mulher no serviço público.
No boletim de ocorrência, o conteúdo do áudio foi detalhado. O agressor, identificado como ex-assessor da parlamentar, utilizou expressões ofensivas e de cunho sexual ao se referir à deputada, dizendo:
“Hoje, meu futuro assessor da Janaína Riva, aquela gostosa… Doido para comer aquela mulher ou seu, cara, aquela ali é gostosa… Manda em todos os grupos, pode mandar sem dó nem piedade.”
Janaína Riva, uma das principais vozes na defesa dos direitos das mulheres em Mato Grosso, classificou o episódio como um ataque direto à sua honra e à sua atuação política. Para ela, o caso reflete uma forma de violência política de gênero, que busca deslegitimar e silenciar mulheres por meio de agressões sexistas.
A deputada informou ainda que, além do registro na Polícia Civil, acionará o Ministério Público para acompanhar o caso. Os crimes denunciados – Importunação Sexual (art. 215-A do Código Penal) e Injúria (art. 140 do Código Penal) – estão sob investigação, e o processo criminal seguirá independentemente da exoneração administrativa.
O episódio reforça a urgência de combater a violência política de gênero e de garantir um ambiente público mais seguro e respeitoso para as mulheres que exercem cargos de liderança.